sábado, 9 de abril de 2011

"- Quando eu olho para trás eu vejo tanto esforço, tanta dedicação, tanto trabalho.
Para quê? E a minha vida? A minha vida eu guardei para depois.
Mas eu nunca pensei que poderia não haver um depois."


(do filme E se fosse verdade)
"Pare de idealizar seu amor em vez de encontra-lo.
O amor não é sempre como um raio, as vezes é só uma escolha.
Talvez o amor verdadeiro seja uma decisão, decisão de correr um risco com alguém.
Dar-se, sem se preocupar se irão dar algo em troca ou magoar você ou se é a pessoa certa.
Talvez o amor não seja algo que aconteça, talvez seja uma escolha."

(do filme Amor e outros desastres)

segunda-feira, 21 de março de 2011


"Quando sinto tédio preciso dar em cima de alguém. Mas é por tédio. E os caras ficam achando que são incriveis e tal. E aumenta meu tédio."

Tati Bernardi.

domingo, 20 de março de 2011

"Abra os olhos. Há encantos escondidos por toda parte. Presta atenção. São miúdos, mas constantes."

Pde. Fábio de Melo
“Ouça aqui, mocinha. Não fique pensando que o mundo lhe pertence não. Não caia nessa onda. E outra coisa – não se esforce. Pelo menos não tanto. Não fique ai remando contra a maré. Dando murro em ponta de faca. Veja – se não for pra ser, não vai ser. Acredite em mim. Coisa boba essa sua tentativa de ir além. E olhe, eu não estou pedindo pra você desistir não, não é isso. Eu só quero que você pense mais, que leia mais. Que tenha argumentos melhores. Você está muito nova ainda. Cresce!”
lindo CaioF.

terça-feira, 15 de março de 2011

Tô com saudade de tu, meu desejo
Tô com saudade do beijo e do mel
Do teu olhar carinhoso
Do teu abraço gostoso
De passear no teu céu!

segunda-feira, 7 de março de 2011





(...) passei a mão na história e corri para o saguão onde Ali e Hassan estavam dormindo, em colchões no chão. Era só nessas circunstâncias que eles dormiam dentro de casa, quando baba saía e Ali tinha que tomar conta de mim. Sacudi Hassan, para acordá-lo, e perguntei se queria ouvir uma história.
Ele esfregou os olhos, sonolento, e se espreguiçou.
- Agora? Que horas são?
- Azar da hora! Essa é uma história especial. Fui eu mesmo que escrevi - sussurrei, torcendo para não acordar Ali. O rosto de Hassan se iluminou.
- Então, tenho que ouvi-la - disse ele já empurrando o cobertor para se levantar.
Li a história para ele na sala de visitas, perto da lareira de mármore. Desta vez, nada de gozações com as palavras. O que estava em jogo era eu mesmo! E Hassan era o público perfeito, em todos os sentidos: inteiramente absorto na narrativa, a expressão de seu rosto se modificando de acordo com os tons que a história ia assumindo.
Quando li a última frase, ele fez com as mãos o gesto do aplauso sem som.
- Mashallah, Amir agha. Bravo! - disse ele radiante.
- Gostou? - indaguei eu, esperando sentir pela segunda vez o sabor, e como era doce, de uma apreciação positiva.
- Algum dia, Inshallah, você vai ser um grande escritor - disse Hassan. - E gente do mundo todo vai ler as suas histórias.
- Que exagero, Hassan! - exclamei, adorando-o por isso.
- Não é não. Você vai ser grande e famoso - insistiu ele.
Hesitou um pouco, então, como se estivesse prestes a acrescentar algo. Pesou bem as palavras e pigarreou.
- Mas posso perguntar uma coisa sobre a história? - indagou envergonhado.
- Claro.
- Bem... - principiou ele, mas logo parou.
- Pode falar, Hassan - disse eu. E sorri, embora, de repente, o escritor inseguro que havia em mim não soubesse muito bem se queria ou não ouvir o que ele tinha a dizer.
- Bem... - recomeçou ele - o que eu queria perguntar é por que o homem matou a esposa. Na verdade, por que ele precisava estar triste para derramar lágrimas?
Será que não podia simplesmente cheirar uma cebola?
Fiquei pasmo. Um detalhe como esse, tão óbvio que chegava a ser absolutamente estúpido, não tinha me ocorrido. Movi os lábios sem emitir som algum. Parecia que na mesma noite em que eu tinha aprendido qual era um dos objetivos da escrita, a ironia, ia ser apresentado também a uma de suas armadilhas: os furos da trama. E, entre todas as criaturas do mundo, Hassan é que foi me ensinar isso. Hassan que não sabia ler e nunca tinha escrito uma única palavra em toda a sua vida.

O caçador de pipas - Khaled Hosseini